10 razões para odiar Castiel




Castiel tem uma nova namorada. Escondida atrás das cortinas, eu consegui vê-lo descendo do carro. Ele contornou o carro e abriu a porta, estendendo a mão para que ela descesse. Eu revirei os olhos, achando que Castiel não poderia ser mais cafona. Guiou a garota até o portão e então começaram a conversar pelo que me pareceu.

A garota parecia bonita, embora tudo o que eu pudesse ver com clareza eram seus longos cabelos castanhos. Castiel a abraçou, porque provavelmente ela tinha reclamado que estava com frio. Soltei uma risada baixa, que logo se tornou uma gargalhada alta quando ele tirou o casaco e colocou sobre os ombros dela. Para que ela ia precisar de um casaco, se dentro do carro certamente estava quente? Do caminho da garagem até a casa?

Ouvi um ruído atrás de mim, o que me fez abandonar o meu posto para ver o que era. Contudo, não vi nada, apesar da escuridão que engolia o meu quarto, e a porta continuava fechada. Resmungando baixinho, voltei o olhar para a janela, e fui surpreendida ao ver que Castiel estava beijando a garota, com as mãos na cintura dela, enquanto os braços dela estavam em seu pescoço. Podia apostar que não era o primeiro beijo da noite. Tive a confirmação quando uma das mãos de Castiel escorregou para as costas da garota, e dali para a bunda.

Eu ri outra vez. Castiel não perdia tempo.
Alguns segundos depois – não que eu estivesse contando, porque não estava – eles se afastaram. Castiel passou uma mão pelo rosto dela, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha, então se inclinou para sussurrar alguma coisa. Imaginei o que poderia ser, e tinham duas opções: a primeira delas, elogios baratos e agradecimentos sobre o jantar. A segunda, mais elogios, até que a convencesse a não ir para casa.

Não me surpreendi quando eles se afastaram um pouco mais, e Castiel a segurou pela mão, puxando-a portão adentro. Não podia culpá-la, de qualquer forma. Quem resistia ao charme de Castiel? Ouvi a porta ser aberta no andar de baixo, então risadas altas invadiram a casa. Logo passos na escada, e mais risadas. Corri até a porta, abrindo-a um pouco, apenas para que eu pudesse espiar por uma fresta.

Castiel passou pela minha porta, segurando uma garrafa de vinho e duas taças, a garota em seu encalço. Ela não estava bêbada o suficiente. Eles tentaram não fazer barulho ao passar pelo corredor, mas ainda sim consegui ouvi-los sussurrarem coisas um para o outro. Besteiras!

A porta do quarto ao lado do meu foi batida, então ouvi novas risadas atrás da parede. Resolvi ir dormir, afinal não estou a fim de ouvir besteiras. No dia seguinte acordei, fui para a cozinha. Mas, quando adentrei o cômodo, encontrei a garota da noite passada – que eu havia me esquecido – vestindo a camisa de Castiel e tomando alguma coisa na xícara. Ela sorriu ao me ver entrar, mas notei que suas bochechas enrubesceram e desviou o olhar para a xícara.

Oh sim, eu ainda estava apenas de sutiã e calcinha e meu cabelo apontava para todos os lados.

Eu ri, girando os olhos para o alto. Sentei-me de frente para a garota, só então reparando o quanto ela era bonita. Castiel sempre tivera bom gosto. Ela abriu a boca, pronta para puxar algum assunto, quando voltou a fechá-la, alguma coisa acima da minha cabeça conseguindo sua atenção. Virei o rosto para ver o que era, embora eu já tivesse uma ideia.

Castiel adentrava a cozinha, apenas de boxer. Eu subi o olhar pelo corpo atlético do garoto. Ele era muito bonito e sexy também, mesmo com cara de sono e o cabelo atrapalhado. As pessoas paravam na rua quando Castiel passava, assoviavam e tentavam conseguir sua atenção com cantadas mal feitas.
Os bolsos das calças e casacos dele eram cheios de bilhetes com números de telefone. Ele arrancava suspiros por onde passava. Era capaz de fazer as pessoas sorrirem abertamente com apenas um sorriso, uma piscada, ou aceno. Às vezes eu penso que as pessoas desmaiaram com a mínima proximidade de Castiel.

Ele se adiantou e beijou a minha bochecha, murmurando um bom dia, em seguida beijando os lábios da garota. Revirei os olhos, servindo-me de um pouco de café e enchendo a boca de torradas.

Quando a garota terminou o café, pedi que fizessem menos barulho, mas aproveitassem a noite. Porque os relacionamentos de Castiel nunca passavam disso, para o descontentamento das garotas mais esperançosas.

Elas acabavam desistindo depois de perceber que Castiel era detestável. E existiam dez razões fundamentais para que isso acontecesse.



1 – Castiel é lindo.
A menina pediu licença para ir ao quarto de Castiel e saiu da cozinha.

Castiel pigarreou para chamar minha atenção.

E então, o que você achou dela? – ele perguntou, me encarando.

Levantei o olhar para Castiel, que deixou escapar um sorriso no canto dos lábios. Por um instante fiquei apenas encarando o garoto e seus bonitos olhos cinza. Os meus olhos eram claros, mas os dele eram de um tom diferente, hipnotizante até. O sorriso dele aumentou, então mordeu o lábio inferior.

E então, Barbie?

Normal. – eu respondi em um sussurro.

Ele se levantou, passando por mim, e eu virei o rosto para acompanhá-lo. Fitei suas costas, suas pernas, sua bunda. Uau! Até que ele desapareceu do meu campo de visão. Em contrapartida, a garota estava de volta, agora vestida, embora seus trajes fossem tão curtos que era como se ela não estivesse.

O telefone tocou na sala, então eu corri para atender. Mas, era só um engano. De volta à cozinha, a garota estava entretida analisando a cozinha, então eu sorri malvadamente.

Droga, outra vez. – eu resmunguei, alto o bastante para que ela ouvisse. – Não param de ligar.

Alguém aqui é bastante procurada, então.  – ela disse, sorrindo. Eu entendi que ela se referia a mim, mas preferi fingir que não.

Oh, é, Castiel! - rolei os olhos para o teto, sentando-me a mesa. – Você não acredita no que essas garotas são capazes. “Uma delas tem um pôster do Castiel no quarto, porque ele é bonito e tal”.

Ela arregalou os olhos.
É mesmo?

Pode apostar. – Balancei os ombros, levantando-me da mesa. – Mas você não se importa, não é?! Ele tem muitas fãs... – deixei a frase no ar e saí do cômodo.


2 – Castiel é convencido!
Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa qualquer. Eu estava pronta para descer para a sala, ou incomodar Rima, Lysandre ou Ana em seus quartos, quando ouvi uma voz alterada no quarto ao lado. A garota estava resmungando algo sobre a demora de Castiel, enquanto ele não respondia. Se o conhecia bem, Castiel não estava sequer ouvindo, apenas olhando seu reflexo no espelho.

E era exatamente o que ele estava fazendo. Consegui ver quando espiei da fresta da porta. A garota estava sentada na beira da cama, uma expressão de tédio em seu rosto, enquanto Castiel arrumava seu cabelo, sorrindo idiotamente para si mesmo.

Vamos logo, Castiel. – a garota pediu. – Você está bonito assim.

Eu sou bonito. – ele respondeu, sorrindo ainda mais. Virou-se de costas para o espelho, abrindo os braços para a garota, que se levantou depressa para ir até ele.

Você foi incrível ontem à noite. – ela disse, mordendo o lábio inferior.

Ele sorriu de lado.
Eu sei. – e piscou para a garota e a soltou. – Eu já volto! – olhou mais uma vez para o espelho e soprou um beijo para si mesmo, então saiu do quarto. Eu consegui correr e entrar no meu quarto antes que ele me visse.

Quando já não havia sinal do garoto no andar superior, fui até o quarto dele, onde a garota estava com os braços cruzados e olhando pela janela, parecendo distraída. Eu pigarreei levemente, tentando chamar a atenção dela.

Ele está fazendo de novo, não está? – eu perguntei, caminhando até a cama, me jogando sobre ela.

Fazendo o quê? – ela devolveu a pergunta, parecendo confusa.

Sendo convencido... – respondi, suspirando pesadamente. – Ele sempre foi assim, vaidoso, sempre se achou o maioral. Não importa o quanto você o elogie, ele sempre vai dizer “Eu sei”, e você nunca vai ouvir nada em troca.

É... Mesmo? – ela franziu o cenho, preocupada.

Sim. – assenti, encolhendo os ombros. – Mas você vai se acostumar com isso! – eu sorri minimamente, ao que ela me olhava com uma expressão indefinida. Eu sorri outra vez, saindo do quarto, encontrando Castiel pelo corredor.


3 – Castiel é sujo!
No dia seguinte, eu estava trocando os canais da TV, entediada. Rima e Lysandre tinham saído para não sei onde, Ana estava no computador e Castiel estava no quarto – com a garota – trocando de roupa. Eles iam sair também, para passear, talvez. O casal desceu as escadas, fazendo barulho e falando alto. Eu desviei o olhar da TV, fitando Castiel.

Essa blusa não estava no cesto de roupas sujas? – eu perguntei, apontando para a blusa do garoto. Ele arqueou a sobrancelha, fitando sua camisa e a cheirando em seguida.

Castiel fez uma careta.

Hey, tem razão – ele disse, tirando a camisa e terminando de descer as escadas. – Vou colocar essa pra lavar, e buscar uma nova.

Eu busco pra você. – a garota sorriu, tentando ser prestativa. Assim que ela subiu outra vez e Castiel desapareceu pela cozinha, eu desliguei a televisão, correndo escadas à cima.

As portas do armário de Castiel estavam abertas e a garota estava praticamente dentro do mesmo. Eu ri, caminhando para o meio do quarto e espiando por cima do ombro dela.

Encontrou alguma coisa...? – comecei a falar, tentando lembrar o nome da garota. Percebi que eu não sabia, porque não tinha sido mencionado.

Vanessa. – ela sorriu. – E não, não encontrei.

Vou te ajudar... – eu disse e ela agradeceu. Eu abri as gavetas, que estavam todas bagunçadas, enquanto jogava as meias sujas para fora. Olhei por cima do meu ombro, vendo Vanessa arregalar os olhos e chutar uma das meias que caiu perto dela pra longe. –Por que você não olha embaixo da cama? – eu sugeri.

E-Embaixo da cama? – ela perguntou e eu assenti, então ela se abaixou, empurrando os cobertores para cima.

Eca! – ela disse, puxando uma embalagem de pizza de debaixo do móvel. Ainda havia dois pedaços dentro da caixa, mofados.

Ela fez cara de nojo.

Eu pensei que o Castiel já tinha terminado essa pizza! – eu coloquei a mão no queijo, como se analisasse a mussarela e os bolores. – Bem, deixa isso aí, ele deve comer mais tarde.

O quê? – Vanessa arregalou os olhos, empurrando a caixa para debaixo da cama outra vez. Ela se levantou e bateu as mãos nos joelhos, para tirar a sujeira. O quarto há tempos não era limpo, mas porque a empregada ficou doente, e Lysandre se recusava a fazer todo o serviço da casa, enquanto a senhora se restabelecia.

Mas Castiel não precisava saber disso.
Castiel não gosta muito de limpar o quarto. – comentei, colocando as meias na gaveta de novo.

Vanessa saiu depressa do quarto, sem encontrar a camisa.


4 – Castiel é folgado!
Quando Castiel e Vanessa voltaram do passeio, Rima e Lysandre já tinham chegado. Lysandre estava na cozinha, todo concentrado, enquanto fazia as contas da despesa da casa. Ele rabiscava os números em um papel, verificando com a calculadora depois. Ana, Rima e eu estávamos vigiando as panelas, porque Lysandre não confiava em nenhuma de nós para fazer isso sozinha.

Rima poderia arruinar nosso jantar em segundos, só para acrescentar. Ana também.

Castiel se atirou no sofá, colocando as pernas sobre o mesmo, sem deixar espaço para que a namorada sentasse junto dele. Ela empurrou as pernas do garoto para baixo e se sentou no sofá, mas ele subiu as pernas outra vez, colocando-as sobre o colo dela.

A garota pareceu não se importar. Pelo menos não até Castiel pedir que ela tirasse seus sapatos e massageasse seus pés. Ela o fez, com um bocado de má vontade.

Segundos depois, Castiel gritou, assustando a pobre garota.

Lysandre, eu estou com fome.

Lysandre não respondeu.

Lysandre, eu estou com fome! – ele repetiu. Sem resposta. – LYSANDRE, eu estou com fome!

Eu não sou seu empregado, Castiel! – Lysandre gritou de volta. Eu estava encostada na batente da porta, um olho na sala, outro olho em Rima.

Rima, eu estou com fome. – ele pediu a Rima dessa vez.

Eu também. – a garota resmungou. –Lys, isso aqui vai demorar? – ela perguntou, enquanto mexia na panela.

Castiel bufou alto. “Barbie” - ele começou a frase, mas eu o cortei.

Estou ocupada... – respondi, olhando as minhas unhas com profundo interesse.

Ele olhou para Ana, com um sorriso nos lábios.

Vou esperar no meu quarto! – respondeu Ana, subindo as escadas rapidamente.

Ouvi-o bufar outra vez.
Vanessinha, estou com fome. – Então ele tinha um apelidinho ridículo pra ela? Vanessinha? Patético. – Por favor, Vanessinha.

Vanessa levantou-se e foi até a cozinha, passando por mim. Preparou um lanche rápido, algo como biscoitos e pães, e levou para o garoto. Que reclamou, obviamente, porque o pão tinha casca e ela não tinha levado nada para ele tomar. Ela passou por mim outra vez, rolando os olhos para o teto.

Você se acostuma. – sussurrei para ela.


5 – Castiel é grosseiro!
Rima resolveu que queria fazer compras e Lysandre quis acompanhá-la na ida ao shopping. Eu decidi acompanhá-los, porque não tinha nada melhor para fazer em casa, a não ser jogar videogame, coisa que eu já tinha feito o dia todo. Ana não queria ficar em casa também e gostou da ideia. Por sua vez, Castiel quis ir junto, porque ele também queria comprar alguma coisa, mas levou Vanessa também, porque ela estava junto dele.

A garota passava bastante tempo em nossa casa.

Nós cinco caminhávamos pelo shopping, parando em frente a uma vitrine ou outra. Rima entrou em uma das lojas, porque vira uma camiseta linda na vitrine, ela voltou segundos depois com uma sacola, que Lysandre puxou da mão da garota, carregando-a. E o garoto carregou todas as outras sacolas que a garota adquiriu.

Eu sorri para dos dois, achando graça quando Rima tentava puxar umas sacolas, porque não queria deixar Lysandre carregar todas elas sozinho. Mas Lysandre não se importava. Pelo sorriso em seu rosto, eu diria que ele estava bastante satisfeito. Ana via as vitrines e até tinha experimentado um perfume, para pedir de presente em alguma data que ela mesma inventaria.

Vanessa estava com algumas sacolas também, então estendeu alguma delas para Castiel.

Leva pra mim, amor? – ela pediu.

Castiel arqueou uma sobrancelha para ela.

Não!

Por favor? – ela insistiu, sorrindo levemente.

Não! – ele repetiu, cruzando os braços sobre o ombro.

Mas Castiel... – ela tentou outra vez, mas o garoto a interrompeu.

As sacolas são suas, você carrega! – Castiel deu de ombros e andou mais depressa, passando a caminhar ao meu lado. Olhei ligeiramente para trás, vendo Vanessa largar as sacolas no chão e colocando as mãos na cintura, olhando indignada para Castiel.

Eu ri, meneando a cabeça. Logo ela pegou as sacolas outra vez e se apressou para nos alcançar. Vi quando Vanessa fuzilou Castiel com o olhar, bufando alto, mas ele não se importou. Continuou andando como se nada tivesse acontecido, conversando qualquer bobagem com Rima, Ana e Lysandre.

Castiel... – ela tentou chamar a atenção dele, mas o garoto sequer a olhou. – CASTIEL? – ela gritou desta vez.

Shh! Garota, não grita. – ele olhou feio para ela, que apenas encheu as bochechas de ar e torceu os lábios em um bico. Castiel bufou irritado, em seguida girando os olhos. – Está bem, eu carrego as suas sacolas idiotas. – e tomou as sacolas das mãos da garota.

Ela deu de ombros, não se importando realmente.

Para terminar o passeio, paramos na praça de alimentação do shopping para comprar sorvetes. Lysandre deixou as sacolas na mesa, acompanhando Rima e Ana para comprar o sorvete deles. Quando eles voltaram para a mesa, era a minha vez, Castiel e Vanessa me acompanharam.

Eu enfiei a mão no bolso da minha saia para tirar a carteira, mas não o fiz.

Castiel, eu esqueci a carteira em casa, você pode pagar o sorvete pra mim? – eu sorri minimamente, tentando parecer tímida.

Claro, Barbie! – ele sorriu de volta. Castiel se adiantou para pagar pelos sorvetes, enquanto Vanessa e eu esperamos. O garoto voltou e me entregou uma casquinha, ficando com a outra.

E a minha? – Vanessa resmungou, fazendo bico outra vez. Castiel mal a olhou e saiu andando, voltando para a mesa onde o restante do nosso grupo estava.

Eu pego comida pra ele, e carrego os livros da faculdade, mas ele não carrega as minhas sacolas e ainda me responde mal. – ela continuou resmungando, mais para si mesma.

Pode ficar com o meu sorvete. – eu ofereci a minha casquinha, mas ela meneou a cabeça, não aceitando.

Obrigada, Barbie. – agradeceu. Apenas a acompanhei para que fosse comprar a sua própria. – Castiel é tão grosso às vezes.

Ah, é só o jeito dele. – eu sorri falsamente para a garota. – Ele é assim o tempo todo com a gente. – apontei para o trio na mesa, então para mim mesma.

Eu não sei se me acostumo com isso... – ela suspirou. Eu escondi os lábios dentro da boca para ocultar um sorriso travesso.

É claro que não.



6 – Castiel é ciumento!
Vanessa ficara bastante chateada com a grosseria de Castiel, mas eles acabaram se entendendo dias depois. Na verdade, o relacionamento deles estava indo mais longe do que eu pensava – estavam juntos há semanas – mas não significava que seria diferente. Estava levando um pouco mais de tempo, mas nada com que eu não pudesse lidar.

A garota pensava que era minha amiga, de qualquer forma. Ela me procurava quando queria conversar, principalmente sobre Castiel. Ela me contava coisas sobre os dois, que Castiel me contava também, mas era interessante analisar as coisas do ponto de vista dela. Mas é claro que Vanessa contava coisas que eu já sabia, sobre como Castiel era bonito, atencioso quando queria, beijava bem e era muito bom de cama. Deste último eu sabia melhor do que qualquer uma.

Eu achava que ela era ingênua, porque querendo ou não, eu sou a melhor amiga de Castiel, e vice versa. Eu não conversaria sobre assuntos relacionados ao meu namorado com a melhor amiga dele. Mas bem, ela confiava em mim, o que eu poderia fazer? Ajudar ela, claro.

E era exatamente o que eu estava fazendo, ajudando-a a se livrar de um problema. Porque Castiel era de longe um problema. E pensando nisso foi que eu dei alguns trocados para alguns amigos nos encontrarem no shopping, onde estávamos fazendo outro passeio coletivo.

Enquanto Castiel segurava a mão da garota, os rapazes apareceram e começaram a olhá-la e fazer comentários altos o suficiente para que todos ouvissem. Eu estava controlando a minha vontade de rir. Primeiro Castiel brigou com Vanessa por ela estar usando uma saia tão curta, depois com os rapazes, que dispersaram em um segundo. Mas então qualquer um que olhasse para a garota, Castiel já se chateava.

Consequentemente ninguém podia olhar pra ela, nem ela olhar pra ninguém. Inclusive pra mim. Porque Castiel passou a fazer cara feia sempre que ela ia me procurar.

Eu acabei escutando a pequena discussão deles. Não que eu quisesse, mas as paredes eram finas, não era culpa minha. Hoho

Eu não quero que você fique saindo por aí com essas roupas tão curtas! – Castiel disse. – Ainda mais quando eu não estiver com você.

Eu sempre usei essas roupas, Castiel. E você está sempre comigo, qual é o problema? – ela retrucou. – Eu nem saio com as minhas amigas mais.

Prefiro assim. – ele respondeu. Eu podia dizer que ele estava com os braços cruzados sobre o peito, olhando para qualquer lugar, menos para o rosto de Vanessa.

Eu não sabia que você era tão ciumento. – e então ouvi a porta do quarto sendo batida. Eu abri a porta do meu e espiei pelo corredor, então corri até o andar inferior, encontrando Vanessa na cozinha.

Ela estava vermelha, provavelmente de raiva, e tomava um copo d’água. Sorriu minimamente ao me ver, mas, antes que pudesse falar qualquer coisa, senti braços rodearem a minha cintura, me puxando para mais perto.

Era Castiel quem estava me abraçando. Ele apoiou o queixo em meu ombro, sorrindo levemente.

Vem, Barbie, vamos jogar videogame!

Apenas tive tempo de lançar um olhar pesaroso para a garota, antes de ser guiada para fora do cômodo. Eu sabia que Castiel não estava preocupado que eu estivesse tão próxima da sua namorada. Neste caso, não era dela que ele sentia ciúme, o que me fazia sorrir largamente.




7 – Castiel sempre presta mais atenção na TV!
Outra vez eu estava zapeando os canais. Incrível como eu não conseguia encontrar nada que prestasse para assistir em tantos canais. Por que é que nós tínhamos essa droga de Tv a cabo mesmo? Ah sim, para Castiel e Lysandre assistirem quantos jogos de futebol e shows de rock seus olhos conseguissem.

Desisti, desligando a televisão e jogando o controle para o lado. Mas, segundos depois, Castiel apareceu na sala e pegou o controle, ligando-a outra vez. O garoto encontrou um show do Kiss, o que o fez sorrir, então se deitou no sofá, com a cabeça em meu colo. Eu sorri de lado, meneando a cabeça. Deslizei os dedos pelos cabelos do garoto, mirando o seu rosto. Precisava me distrair com alguma coisa.

Ele sentiu meu olhar sobre si, então me olhou por poucos segundos, sorrindo largamente em seguida. Voltou a desviar o olhar para a tela da televisão, ainda com um sorriso em seus lábios.

A campainha tocou. Castiel não se mexeu e não deu sinais de que ia fazê-lo, e eu menos ainda. Talvez a pessoa desistisse, ou tentasse abrir a porta, porque ela estava sempre destrancada. Ou Rima ou Ana fosse abri-la, como Rima estava de fato fazendo. Ela passou por mim e Castiel e nos jogou uma almofada, perguntando se não estávamos ouvindo a campainha. Ignoramos a garota também.



Hey, Rima. – ouvi a voz de Vanessa vindo da porta. Ela não poderia ter chegado em hora pior. Não dizia por mim, mas por Castiel.

Rima murmurou algum cumprimento para a garota, que adentrou a casa e parou ao lado do sofá. Eu desviei os olhos para a garota e a cumprimentei com um sorriso e ela retribuiu. Levantei a cabeça de Castiel do meu colo e coloquei-me de pé, dizendo que ia buscar um copo de água na cozinha. Eu peguei o copo de água, sim, mas parei na batente da porta outra vez, sorrindo maldosamente.

O que você está aprontando, Barbie? – Rima perguntou ao se aproximar de mim.

Eu? Nada. – encolhi os ombros, sem desviar os olhos do casal no sofá. Castiel estava sentado agora, ainda com os olhos grudados no show de rock. Rima rolou os olhos para o teto, desaparecendo escadas a cima, indo para o quarto de Ana.

Eu realmente não estava aprontando nada. Não fui eu quem atendeu ao telefone mais cedo e disse a Vanessa que poderia vir até aqui por volta desta hora, e Castiel estaria a sua espera. Oh não, fui eu sim. É claro que eu sabia que ele estaria assistindo futebol ou algum show agora. Mesmo se ele tivesse se esquecido de ligar a TV, eu teria o lembrado.

Vanessa se arrastou para mais perto de Castiel, beijando a têmpora do garoto.

Oi, amor. – ela disse, sorrindo. – Oi amor, eu repeti mentalmente, da maneira mais irritante possível.

Castiel não respondeu. Ela continuou o chamando, mas nunca recebia alguma resposta, o que estava a deixando bastante irritada.

O que acha de darmos uma volta, hum? – ela tentou outra vez, beijando a bochecha de Castiel repetidas vezes. Eu caminhei até a escada, sentando-me em um dos degraus para conseguir vê-los melhor, sem ser vista, é claro. Vanessa segurou o rosto de Castiel e o virou delicadamente, beijando os lábios do garoto. Ele não correspondeu, continuou de olho na televisão.

Ela bufou alto.

É isso então? – Sem resposta – Castiel! - ela gritou.

Que é? – ele perguntou, franzindo o cenho e nunca olhando para ela. Eu podia dizer que isso a deixava louca de raiva.

Você não vai falar comigo? – ela espichou os lábios cheios de gloss e cruzou os braços sobre o peito.

Estou vendo o show, se você não percebeu. – ele disse. Vanessa arregalou os olhos e se levantou, puxando a saia para baixo, porque havia subido um pouco.

Então fiquei aí com sua televisão. – ela trovejou e saiu depressa da casa, batendo a porta ao passar.

Eu me sacudia e ria silenciosamente. Tudo o que ela precisava fazer era esperar o show terminar, então teria toda a atenção que quisesse. Mas ela não sabia disso. Como não sabia como distrair Castiel.

Retornei para o sofá, sentando-me ao lado do garoto. Inocentemente larguei minha mão sobre a perna de Castiel, fazendo desenhos imaginários sobre a mesma. Ele abraçou meus ombros e me puxou para perto, descendo as mãos para a minha cintura em seguida.

Não demoraria muito tempo para ele se esquecer do show do Kiss.



8 – Castiel não lembra datas importantes!
Era sábado à noite e não recebemos convite para nenhuma festa, e éramos bastante preguiçosos para organizar a nossa própria. Além de Rima não querer dúzias de pessoas desconhecidas em casa, sujando o chão, quebrando os móveis e se agarrando pelos cantos. Eu não via problema nenhum nisso, desde que não fosse obrigada a limpar nada.

Estávamos jogando cartas na mesa, apostando dinheiro para ficar mais emocionante. Lysandre insistiu para que apostássemos nossas peças de roupa, mas Rima e Ana recusaram, porque elas não queriam mostrar seus corpos para nós. Rima sabia que em questão de minutos ela estaria apenas de calcinha, não importava quantos agasalhos estivesse vestindo, porque ela era uma péssima jogadora.

Eu era favorável à ideia de Lysandre. Daria um jeito de trapacear e fazer Castiel perder, porque ele era bom no jogo, para vê-lo apenas em roupas íntimas. Entretanto, ele resolveu que acabaria com a graça da brincadeira, também. Então a solução foi o dinheiro.

Ana estava perdendo e começava a não gostar da brincadeira. Ela murmurou sobre escolher as roupas da próxima vez, porque tinha mais um monte delas no armário. O dinheiro estava sumindo da sua carteira depressa. Mas o fato de que estávamos um pouco bêbados ajudava para que a situação ficasse engraçada, no mínimo.

Já era bem tarde quando a campainha tocou. Nós nos entreolhamos, tentando decidir quem atenderia a porta, mas Lysandre apenas gritou para que a pessoa entrasse. Não seria nenhum ladrão, porque eles não tocavam a campainha antes de entrar em casa, certo?

A porta fora aberta, revelando Vanessa em um bonito – e curto – vestido preto, brilhante, para festa. Castiel sorriu para a garota, chamando-a com a mão para que fosse até ele. E ela foi e beijou os lábios do garoto ao se aproximar. Ele sorriu ainda mais, puxando-a para se sentar em seu colo, ainda com as cartas na mão.

Sua vez, Castiel. – Lysandre murmurou, jogando uma carta na mesa.

Ok. – Castiel jogou uma carta também, então era minha vez. Olhei-os com canto dos olhos, vendo Vanessa fazer uma careta quando Castiel pegou um cigarro do cinzeiro no centro da mesa. Ele tragou e soprou a fumaça no ar.

Você não está pronto ainda? – ela perguntou.

Pronto pra quê? – ele devolveu, com o cigarro pendendo entre seus lábios, enquanto jogava uma outra carta.

Ela juntou as sobrancelhas.

Nós vamos sair, você não se lembra?

Pra falar a verdade, não. Desculpe. – Castiel disse, colocando o cigarro no cinzeiro outra vez – Saímos outro dia.

Não pode ser outro dia, Castiel, tem que ser hoje. – ela insistiu, sorrindo levemente para ele.

Por que hoje? – perguntou, prestando mais atenção nas cartas em suas mãos do que na garota em seu colo. Eu sorri de lado.

Você não se lembra? – Vanessa levantou-se do colo dele de imediato, fitando-o com uma expressão aterrorizada.

Castiel baixou as cartas e a olhou.

Lembrar do quê?

Castiel! – ela gritou, cruzando os braços sobre o peito. – Eu não acredito que você esqueceu!

Ajudaria se você me lembrasse sobre o que eu esqueci. – ele comentou com descaso.

Ela girou os olhos para o teto.

Dois meses de namoro hoje, Castiel.

Oh, isso. – ele riu. – Parabéns, querida! – piscou para ela e mandou um beijo no ar.

Vanessa bateu os pés no chão e eu pude ver seus olhos se encherem de lágrimas. Pobre garota.

V-Você é um idiota, Castiel! – então ela deu as costas e saiu correndo da casa.

Ela ficou bastante brava... – Rima comentou, jogando uma carta.

Castiel deu de ombros

Amanhã ela já vai ter esquecido isso.

É. – eu concordei, jogando uma outra carta. Percebi que tinha ganhado a partida, então peguei todo o dinheiro do centro da mesa, mesmo sob protestos dos outros.

Quem ligava para datas, de qualquer forma?



9 – Castiel prefere passar o tempo comigo!
Vamos dar uma volta, Barbie? – Castiel entrou no meu quarto, sorrindo.

Ah, estou com preguiça. – eu disse, fazendo o garoto rir. Eu estava deitada em minha cama, sem o menor ânimo para levantar. Mas se Castiel insistisse um pouco mais, eu me obrigaria a sair dali.

Vamos lá, sua preguiçosa. – ele caminhou até mim e puxou meu cobertor.

Por que nós não ficamos em casa e assistimos a um filme? – eu pedi. – Está frio lá fora.

Ele pareceu pensar por alguns segundos.

Tudo bem. E nós podemos assistir no quarto do Lysandre, porque a televisão dele é maior e ele não está em casa.

Boa ideia! – pisquei para o garoto, então empurrei o cobertor para o lado.

Arrume o quarto enquanto eu pego pipoca e refrigerante. – ele pediu.

E doces! – sorri. Ele sorriu outra vez, me ajudando a levantar, então beijou a minha bochecha.

Castiel saiu do quarto, enquanto eu fui para o quarto do Lysandre. Arrumei a cama com travesseiros e cobertores, então fui olhar a prateleira de DVDs do garoto. Ele tinha muitos filmes, a maioria deles da Disney, Star Wars, Ghostbusters e alguns filmes de garotas. Eu passei o dedo pelos títulos de filme e puxei qualquer um.

Coloquei o DVD no aparelho e coloquei os controles no criado mudo, então me joguei na cama. O colchão de Lysandre era macio. Minutos depois Castiel adentrou o cômodo com uma bandeja nas mãos, colocando-a sobre a cama. Ele sentou-se ao meu lado e puxou o cobertor para cima de nós.

Apertei o play e o filme começou.

Esse é um daqueles filmes do Lysandre, não é? – ele perguntou e eu assenti, rindo. O garoto me trouxe para perto, abraçando a minha cintura e colocou a bandeja em seu colo. Eu aprovei o gesto, apoiando minhas costas contra o peito de Castiel.

Nos primeiros minutos do filme nós acabamos com a pipoca, os doces e o refrigerante. Ele colocou a bandeja no chão e se deitou na cama, me puxando junto. Eu estava deitada sobre o peito do garoto, enquanto uma de suas mãos estava no fim das minhas costas, fazendo leves carícias. Nem estava mais prestando atenção no filme, de qualquer forma.
Preferi enterrar o rosto no pescoço do garoto, deixando um delicado beijo na região. Castiel beijou meus cabelos, me puxando para mais perto, se é que era possível.
Estava quase adormecendo quando ele me sacudiu de leve.

Está dormindo, Barbie?

Quase... – eu sorri contra o pescoço dele, que estremeceu. – Estou com sede.

Vou buscar mais refrigerante pra você. – ele avisou, afastando-se de mim. Ele saiu da cama e foi como se o calor do meu corpo tivesse ido embora junto. Senti frio. Eu torci os lábios em um bico e ele riu. – Eu já volto. – e mandou um beijo no ar pra mim.

Esperei pacientemente até que ele estivesse de volta, o que estava demorando um bocado. Ele foi comprar refrigerante ou o quê? Por alguns minutos distrai-me olhando para as estrelas no teto do quarto de Lysandre, que não estavam brilhando ainda, por não estar escuro o suficiente. Rima que tinha o ajudado a decorar. Cansada de esperar, decidi checar se Castiel não ficou perdido pelo caminho da cozinha até o quarto.

Desci as escadas silenciosamente, quando ouvi vozes na cozinha.

Ah, Castiel, eu sei que você gosta do Kiss. – reconheci a voz de Vanessa. – Eu tenho ingressos.

Não, Vanessinha! – Castiel disse.

Por que não? – ela perguntou. Mesmo sem vê-la, sabia que ela estava fazendo bico. Como se Castiel fosse se comover com isso.

Estou vendo um filme com a Barbie. – respondeu.

Podemos ir quando vocês terminarem, temos tempo. – ela insistiu. Eu entrei na cozinha, pigarreando para chamar a atenção deles.

Você pode ir com ela, Castiel. Tudo bem. – eu forcei um sorriso. Castiel me olhou por uns instantes, depois para Vanessa. Mas então eu tive medo. Medo que ele a escolhesse. Pela primeira vez eu já não estava tão confiante.

Uh, não, eu vou ficar aqui. – ele decidiu, sorrindo pra mim. Eu sorri de volta, mordendo o lábio inferior para que o sorriso não fosse maior.

E amanhã, então? – Vanessa perguntou.

Eu e Barbie vamos levar o gato dela para dar uma volta. – respondeu, mas antes que ela pudesse perguntar outra vez, o garoto continuou. – E depois de amanhã vamos levar o gatinho ao veterinário.

Você nem gosta de gatos, Castiel! – ela estreitou os olhos para o garoto, colocando as mãos na cintura. No mesmo instante Hyan entrou em casa, abanando o rabo, soltando um miado e indo para perto de Castiel, que sorriu para o filhote de gato e passou a mão no pelo dele. Vanessa franziu o cenho.

Eu gosto do Hyan. – ele sorriu cinicamente para a garota. Castiel não gostava mesmo de gatos, apenas do meu. - E eu vou estar ocupado a semana toda com a Barbie, desculpe...

Mas... – ela ia recomeçar a falar, mas Castiel segurou a minha mão.

Vamos terminar o filme, Barbie. Tchau, Vanessa! – ele disse, então deu as costas para a garota e me puxou escadas a cima.

Você não vai estar comigo a semana toda. – eu disse, fazendo uma careta.

É claro que vou! – ele sorriu, beijando a minha bochecha demoradamente. Ouvimos a porta da sala ser batida com força, então a garota já tinha ido embora. Nós rimos, voltando a nos acomodar debaixo dos cobertores.



10 – Castiel é perfeito para Barbie. E vice versa.
Sentada sobre o colchão, eu dedilhava o violão em meu colo, murmurando a letra de alguma música. A casa estava silenciosa, provavelmente os demais moradores estavam dormindo ou resolveram dar uma volta por aí. O fato era que eu estava tranquila com a minha companhia.

O que não durou tempo o bastante, porque a porta do meu quarto fora aberta. Um sorriso tomou conta dos meus lábios, porque eu não precisava olhar para saber quem era. Minha companhia preferida.

Senti o colchão afundar e quando uma mão tocou meu joelho, desviei os olhos do meu violão e me deparei com um par de bonitos olhos cinza me encarando. “Castiel!”, sorri, tentando parecer surpresa.

Hey, Barbie! – ele retribuiu o sorriso. Coloquei o violão no chão ao meu lado, então o garoto se arrastou pelo colchão, sentando-se ao meu lado. – Então, o que foi que você fez dessa vez?

Como assim? – o encarei, realmente surpresa dessa vez.

Ele riu.

Vamos lá, Barbie, você sabe do que eu estou falando.

Bom, nesse caso, eu tinha uma ideia.

Não, não sei! – me fingi de desentendida, olhando-o confusa.

O que você falou pra Vanessa? – ele perguntou. Eu dei de ombros, dizendo que ainda não sabia do que ele estava falando. – Ontem à noite ela brigou comigo, disse que sou convencido demais, grosseiro, folgado, imundo, nojento, que não dou atenção a ela! – o garoto enumerou os itens com os dedos, me fazendo rir.

Ela acha isso tudo de você? Nossa! – eu mordi o lábio inferior, rindo fracamente.

Você acha que eu não sei o que você faz sempre, Barbie? – ele me olhou sério dessa vez, embora a sombra de um sorriso ainda permanecesse em seu rosto. – Você diz coisas ruins a meu respeito para todas as garotas que eu namoro, então elas acabam desistindo.

Se elas desistem, é porque não servem pra você. – eu disse, dando de ombros.

Então quem serve pra mim? – ele perguntou, me encarando nos olhos.

Eu sirvo pra você, Castiel. – sorri. Castiel abriu a boca em surpresa, mas se recuperou depressa, porque se arrastou para mais perto de mim, passando um dos braços pelas minhas costas, me puxando mais para si.

É mesmo? – ele sussurrou, aproximando seu rosto do meu. Eu senti, a respiração do garoto bater contra a minha boca, e sua outra mão pousou sobre minha perna. Eu murmurei um sim em um fio de voz. – Por que você serve pra mim e a Vanessa não?

Porque eu conheço todos os seus defeitos, mas mesmo assim, eu nunca desistiria de você... – eu murmurei contra a boca do garoto. Nossas testas estavam juntas e nossos narizes se tocavam ocasionalmente.

Então porque você não me faz ser só seu? – Castiel perguntou, aproximando-se ainda mais.

Eu sorri presunçosamente.

Porque você já é meu! – respondi. Ele sorriu também e no segundo seguinte seus lábios estavam contra os meus. Continuamos com as bocas coladas por poucos segundos, até que Castiel passou a língua pelo meu lábio inferior, pedindo para que eu entreabrisse os lábios.

Obedeci, então ele deslizou a língua para dentro da minha boca, para se encontrar com a minha. Eu passei os braços pelo pescoço de Castiel ao que ele me empurrava para baixo, me deitando na cama, ficando por cima de mim. Enquanto nossas línguas brincavam juntas, eu desci uma das mãos pelas costas do garoto, parando-a sobre sua bunda, apertando-a.

Castiel sorriu contra a minha boca, o que me fez sorrir também. Ele subiu com uma das mãos por dentro da minha camiseta, arranhando com as poucas unhas a minha barriga, e eu ofeguei. Quando o ar se fez necessário, nos separamos minimamente e logo Castiel beijou meus lábios outra vez, em seguida descendo com a boca pelo meu maxilar, alcançando o meu pescoço, onde ele mordeu fracamente.

Eu ofeguei outra vez e um gemido baixo escapou da minha garganta. Entretanto, ouvi a porta sendo aberta e um grito de horror invadir o cômodo. Castiel sentou-se na cama de imediato e eu também.

Vanessa estava parada na porta do quarto, com os olhos arregalados.

O-O que está acontecendo aqui? – ela perguntou.

Não é óbvio? – Castiel sorriu. Em outra situação, Vanessa teria suspirado alto, ou até mesmo desmaiado, mas ela gritou outra vez, batendo os pés no chão.

Você! – ela apontou pra mim. – Achei que você fosse minha amiga, mas você só queria tirá-lo de mim.

Eu me aproximei das costas de Castiel e o abracei, deixando um beijo na orelha dele.

Sinto muito!- disse, minha voz coberta de ironia.
Vanessa gritou um xingamento para nós dois e saiu correndo do quarto, provavelmente a beira das lágrimas. Eu não podia culpá-la, porque perder Castiel para uma outra pessoa devia ser terrível.

Felizmente, eu não corria esse risco.

Todas as razões para odiar Castiel não se aplicavam a mim, obviamente. Apenas para as garotas bobas que acreditassem que poderiam ter algo sério com ele. Porque eu é que era perfeita pra ele. Porque eu suportava todas as bobagens dele, e não ligava para os defeitos. Porque ele tinha qualidades infinitas.

Talvez eu devesse enumerar todas as razões para amar Castiel, uma outra hora.

Você não presta, Barbie! – ele sorriu de lado, virando-se de frente pra mim.

Eu torci os lábios em um bico.

Não?

Não. – ele me beijou outra vez, rapidamente. – Mas é por isso que eu amo você.

Fim!
 
 
 
 
 

20 comentários:

  1. Você é muito má, Barbie -.- Eu queria mais ;-;

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    1. Mas vai ter mais, Shoot... sábado que vem! :D

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  2. Vc incomoda as garotas kkk por isso que o Casst não tem namorada kkk

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    1. Olha como você é ruim! Não incomodo ninguém! kkkk

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  3. Respostas
    1. Que bom, ficamos felizes! Continua acompanhando, tá?! *-*

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    1. Que bom que quer mais, Manu! haha
      Nesse sábado tem mais... *~*

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  5. A Twin é má kkkk, está ótimo Barbie! *-*

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    1. Obrigada, Cah!! *--*
      Logo tem o último capítulo, preparada? haha

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  6. Amei seu último capítulo ou melhor a fic inteira parabéns *-*

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    1. Obrigada mais uma vez, Cah!! Fico feliz que tenha gostado de tudo!! *--*

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  7. adorei a tua fic... simplesmente lindo *-* pena que acabou

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  8. Ah, que ótimo que tenha gostado, Riley! *-*
    Obrigada por ler, fofa!

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  9. eu amei,vc é uma boa escritora,mas,por favor escreva outro
    vc é d+

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    1. Awn, obrigada, Naah! Pode deixar que outros projetos virão! ;D

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  10. Yo Barbie-chan!
    Faz muito(muito mesmo)tempo que eu não passo aqui no blog
    Vc adora me inspirar né?
    Acho que vou criar uma mini-fic e colocar no meu perfil(ou na parte da minha fanfic)Chamada:10 razões para amar o Nathaniel
    Vou tentar me inspirar em vc Barbie-chan
    Tchau pra Barbie-chan,Caroll-chan e pras outras meninas do blog ^^

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    1. Oi, Mio!! Que bom que te inspiro, fofa, fico feliz com isso! (:
      Caso criar a fic, me avise para eu ler, ok?!

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  11. eu amei demais e muito bom continue com esse trabalho maravilhoso

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